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CÓPIA OU INSPIRAÇÃO?

Um dos assuntos mais polêmicos e delicados para quem trabalha no mercado criativo e/ou de ideias é sobre a cópia e o limite entre referência e réplica. Nesse mundo conectado que vivemos onde tudo que todos fazem pode ser visto e servir de referência pra toda e qualquer pessoa, fica cada vez mais difícil dizer onde começa uma coisa e onde ela termina.

Se você é criativo e adora compartilhar seus trabalhos na rede ao menos uma vez já se

pegou chateado pensando que alguém está “copiando” seu estilo não é mesmo? Mas o que a gente percebe é que as bases de pesquisa do mercado criativo acabam sendo muito parecidas (quem nunca montou uma pastinha no Pinterest que atire a primeira pedra) e com isso vemos a probabilidade de que quando uma marca/pessoa inove com sucesso na sua linguagem estética várias outras acabem aderindo a este mesmo estilo, e a verdade é que todos nós estamos sujeitos a nos inpirar e ser inspiradores também, é um ciclo que não cabe apenas ao mercado criativo, mas a própria evolução humana.



Se pararmos para pensar, nós como espécie humana evoluímos justamente pela nossa capacidade de analisar o comportamento dos nossos semelhantes, interpretar o que aqueles movimentos e simbolismos representavam e a partir disso replicar estes comportamentos aprimorando com nossa própria vivência, e este é basicamente o mesmo processo que fazemos até hoje: encontramos referencias, analisamos o que gostamos nela, interpretamos e reproduzimos com nosso próprio olhar.


E aí que mora o grande diferencial do que você faz. A sua autenticidade! Sabemos que o que é genuíno no seu trabalho, ninguém tem a capacidade de copiar, ou até mesmo “roubar” de você. E se alguém usa o resultado do nosso olhar como base para expressar o seu próprio mundo, só podemos ficar felizes por de alguma forma inspirar estas pessoas da mesma forma que nos inspiramos em outras.

Sejamos menos apegados as nossas “criações” e mais apegados ao nosso impacto, ao nosso DNA que no fundo, é o que realmente importa não é? A real é que quando alguém realmente copia o seu trabalho sem acrescentar nada de original ali, essa cópia perde a força, as pessoas percebem quando algo não é verdadeiro.

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